O Banco Central Europeu (BCE) chamou, esta semana, as quatro maiores empresas mundiais de auditoria e consultoria “big four”, desigdamente Deloitte, KPMG, PwC e Ernst & Young, para uma reunião, na sua sede em Frankfurt, Alemanha, e entre estas distribuir os 130 bancos europeus que estão sujeitos ao teste de stress, que depois serão supervisionados pela entidade reguladora.

Segundo o comunicado do Banco Central Europeu (BCE) às empresas de auditoria, estas estão já avisadas sobre a metodologia a ser aplicada, citada pela imprensa espanhola. As “big four” serão responsáveis pela verificação de uma das três fases da avaliação do BCE: a análise à qualidade do balanço dos activos dos bancos (chamada ‘asset quality review, à data de 31 de Dezembro deste ano) que pode vir a exigir capital adicional a alguns bancos. Existem outras fases como a análise dos principais riscos que se colocam a cada entidade (seja de liquidez, alavancagem ou financiamento) e testes de ‘stress’.

Em causa está uma auditoria de grande escala que vai examinar 50 por cento dos activos ponderados pelo risco das entidades financeiras europeias.

O processo começará, formalmente, com a distribuição de entidades entre as quatro auditoras na reunião de 17 de Fevereiro, embora os bancos já tenham preenchido uma série de modelos com as informações básicas. A partir desta distribuição, o trabalho de campo vai começar em Março e é esperado para rever carteiras até ao Verão e realizar os testes de resistência que deverão estar concluídos em Outubro porque o BCE assumirá a supervisão em Novembro.

Bancos portugueses
Os presidentes dos principais bancos portugueses estiveram no final de Novembro de 2013 em Frankfurt para conhecer os critérios dos testes de stress a que serão sujeitos o BPI, BCP, Caixa Geral de Depósitos e o BES.

Nesta reunião com o presidente do BCE, Mario Draghi, os gestores nacionais prometem dar conta do desconforto com estes testes, visto temerem que possam contribuir para a descredibilização dos sistemas.

O presidente da APB acredita que os bancos portugueses estão bem preparados para enfrentar os testes de stress do BCE e acredita que se as instituições precisarem de fazer reforços de capital (novos aumentos de capital ou recorrer à linha de financiamento do Estado para a banca) serão marginais.