O futuro mecanismo único de resolução bancária voltou a dominar a agenda da reunião desta semana, em Bruxelas, dos ministros das Finanças da União Europeia, com os 28 em busca de um compromisso mais próximo da posição defendida pelo Parlamento europeu.

A anteceder o encontro alargado aos 28, os ministros das Finanças da Zona Euro (Eurogrupo) prosseguiram recentemente com as discussões entre si, com vista a desbravar caminhos rumo a um compromisso, que parece ainda distante, face ao descontentamento dos eurodeputados com as propostas defendidas pelo Conselho dos Estados membros.

Na última sessão plenária do Parlamento europeu, no início do mês, em Estrasburgo, a assembleia, que tem poder de codecisão nesta matéria da união bancária, reiterou a sua oposição à posição do conselho, aprovando por esmagadora maioria um relatório da eurodeputada socialista portuguesa, Elisa Ferreira, muito crítico da proposta defendida a nível dos governos nacionais.

Elisa Ferreira considerou a proposta do conselho “totalmente inaceitável” por “não permitir que um banco seja resolvido numa situação de emergência” e levar a soluções diferenciadas consoante os países e até mesmo “a cor partidária dos governos”, tendo advertido que o Parlamento não aceita “um mau acordo”, posição corroborada por outras bancadas.

No final da reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse estar confiante “num acordo político” na reunião de Março próximo, sobre o mecanismo único de resolução, adiantando que estará ao lado do ministro das Finanças da Grécia (que preside actualmente aos conselhos de ministros das Finanças da UE),

“Não espero que cheguemos a nenhuma conclusão neste encontro, mas tentaremos eliminar os problemas que ainda temos por resolver e preparar as conversações futuras; mas não esperem demasiado sobre o encontro que tivemos ”, disse o holandês.