Os principais bancos e seguradoras do Reino Unido devem submeter-se a um teste em 2021, para quantificar o possível impacto financeiro das alterações climáticas nos negócios. Pretende avaliar as consequências da crise climática, nos preços dos activos e nos modelos de negócio em três cenários: num cenário de acção rápida, de acção tardia ou de completa inacção para cumprir os objectivos globais em relação ao clima. O Banco de Inglaterra comunica que para garantir que as empresas estão preparadas vai verificar se estão a gerir os riscos de forma adequada. Os riscos físicos surgem do aumento da gravidade e da frequência de certos eventos climáticos e meteorológicos, além dos riscos de transição surgem dos ajustes em direcção a uma economia neutra em carbono. O Banco de Inglaterra considera que alterações climáticas representam um risco para a estabilidade do sistema financeiro do Reino Unido e já incluiu um elemento de risco climático nos teste de stress deste ano, em relação às seguradoras. Os resultados vão ser encarados como um projecto piloto para o teste de 2021.

Clima de incerteza
Por outro lado, o clima de incerteza gerado com o “Brexit” pesa cada vez mais sobre a economia britânica, devido a saída do Reino Unido da União Europeia. Recentemente, o Banco de Inglaterra confirmou isso mesmo, tendo baixado as previsões de crescimento para 2019 e 2020, fixando-as em 1,3 por cento. Antes tinha previsto 1,5 e 1,6, respectivamente. As perspectivas económicas para o Reino Unido continuarão a depender da natureza da saída da União Europeia. O caminho apropriado para a política monetária dependerá do equilíbrio dos efeitos na procura, na oferta e na taxa de câmbio. A resposta da política monetária ao ‘Brexit’ não será automática e pode acontecer em qualquer direcção. Os 2,2 mil milhões de euros adicionais anunciados pelo governo britânico para preparar a saída do Reino Unido juntam-se aos 4,6 mil milhões que já tinham sido atribuídos para o efeito.