Banco Mundial (BM) aprovou um financiamento de 32,5 mil milhões de kwanzas para o projeto de construção de uma barragem hidro-eléctrica em Rusumo, na fronteira entre a Tanzânia e o Rwanda.

O valor será diretamente financiado pela Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), organismo afecto ao BM e insere-se num amplo projecto sub-regional que visa um melhor aproveitamento hidro-eléctrico das cataratas de Rusumo, avaliados globalmente em 44.893,3 mil milhões de kwanzas. Este é o primeiro passo para a implementação da Iniciativa para a Região dos Grandes Lagos, lançada em Maio de 2013 pelo Jim Yong Kim, o presidente do BM, durante a sua visita com Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU, nesta região.

Por outro lado, em termos globais, o BM anunciou igualmente um financiamento de 143,7 mil milhões de kwanzas para apoiar as estratégias de desenvolvimento de toda a região dos Grandes Lagos, e esse montante deverá ser disponibilizado em função dos projectos concretos com valências para vários países como é agora o caso da barragem do Rusumo.

A barragem irá beneficiar diretamente a população do Burundi, Rwanda e Tanzânia, e a sua previsão é de uma capacidade de produzir até 80 megawatts de eletricidade e aumentar a capacidade e fiabilidade dos sistemas dos três países.

Espera-se pois, que este empreendimento venha a servir de factor de desenvolvimento económico e de cooperação regional, sendo certo que este projecto terá também “um impacto significativo sobre as famílias, empresas e clínicas por fornecer energia a um custo menor”, diz Colin Bruce, director de estratégia, operações e integração regional com o Banco Mundial.

Actualmente, apenas 4 por cento da população do Burundi tem acesso à eletricidade, contra 13 e 15 por cento no Rwanda e Tanzânia, respectivamente.

O valor será directamente disponibilizado pela Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) e insere-se no amplo projecto de aproveitamento da bacia hidrográfica da região dos Grandes Lagos Banco Mundial financia hidroeléctrica do Rusumo

Urânio no Níger
A Areva anunciou recentemente a plena recuperação da produção na mina de urânio Arlit, no Norte do Níger, danificada a 23 de Maio passado durante um ataque de que resultaram vários danos materiais e humanos, entre o seu pessoal da mina.

“As nossas operações estão agora plenamente operacionais”, disse Olivier Wantz, um membro do Conselho de Administração da Areva, num comunicado publicado no site da empresa nuclear de origem francesa. A mina de Arlit havia sido atacada a 23 de Maio, por islamitas do Movimento para a Unicidade e a Jihad na África Ocidental (Mujao), em clara retaliação aos ataques franceses no Mali contra os tuaregues.
A mina de Arlit é responsável por dois terços da produção de urânio no Niger, com uma produção avaliada em cerca de 3000 toneladas em 2012.

Inicialmente, e em face dos danos que se registaram na unidade de produção, a Areva previa reiniciar apenas em Outubro. No entanto, esta antecipação foi possível graças a uma forte mobilização de equipas da Somair e da Areva. Entretanto, ainda não há certeza sobre quais serão os níveis de produção da mina.

Por isso, o Ministério nigerino de Minas anunciou, na terça-feira, que os níveis de produção de Arlit serão avaliados na próxima semana durante um trabalho de vistoria.

A suspensão parcial da produção teria, segundo estimativas, custado cerca de 3.442,1 mil milhões de kwanzas para o grupo francês.
Apesar destes avultados prejuízos, a Areva nunca cogitou a sua saída do Níger. Segundo Luc Oursel, CEO da Areva, logo após os ataques em Arlit, isso nunca esteve em hipóteses. “Não, claro que não”, mas fê-los retardar a entrada em outros projectos em África, especialmente na Namíbia.

Apesar dos acontecimentos de Fukushima no Japão terem precipitado um movimento anti-energia nuclear em toda a Europa e nos Estados Unidos, a verdade é que a China continua a ser um grande cliente de urânio com o seu programa que prevê para os próximos tempos mais 27 reactores nucleares, a China.