Todos os bancos britânicos foram aprovados nos testes de resistência que medem a sua capacidade para enfrentar condições económicas brutalmente desfavoráveis, anunciou o Banco da Inglaterra (BoE).
Os sete principais bancos - Barclays, HSBC, RBS, Lloyds Banking Group, Nationwide, Santander UK e Standard Chartered - foram submetidos ao teste, de acordo com o BoE. Estes bancos poderão continuar a estimular a economia, inclusive no caso de um Brexit “desordenado”.
Contudo, com o Brexit pela frente, o Reino Unido reviu, em baixa, as previsões de crescimento para 2017 e anos seguintes. Previa-se, em Março, um aumento de dois por cento do PIB, mas não irá, segundo as novas estimativas, além do 1,5 por cento.
O ministro das Finanças, que entregou, no parlamento britânico, o Orçamento de Outono, diz que vai ser preciso um enorme esforço financeiro. “Já investimos quase 700 milhões de libras na preparação para o Brexit e hoje estou a pôr de lado, para os próximos dois anos, mais três mil milhões de libras e estou pronto para disponibilizar mais verbas se e quando for necessário”, explicou. Um menor crescimento económico significa menos receitas fiscais para os cofres do Estado, mas o detentor da pasta das Finanças ressalva o facto de que a economia britânica continuará a crescer e promete criar mais empregos do que no passado.