Os accionistas do Banco Mundial aprovaram, recentemente, em Washington, um aumento de capital no valor de 13 mil milhões de dólares, o que significa que a capacidade de financiamento duplicou. Segundo um comunicado do Banco Mundial, o pacote de aumento de capital de 13 mil milhões inclui 7,5 mil milhões de capital integralizado para o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), principal braço de empréstimos do grupo, e 5,5 mil milhões para a Corporação Financeira Internacional (IFC), braço de empréstimos do sector privado do grupo. Os accionistas do Banco Mundial também endossaram um aumento de capital exigível de 52,6 mil milhões de dólares americanos para o BIRD. “Através do histórico acordo endossado hoje, nossos accionistas demonstraram claramente uma confiança renovada na cooperação global”, disse à imprensa o presidente do grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim. O gestor acrescentou que “este pacote de capital permite maior capacidade de resposta aos riscos para a estabilidade global e segurança, especialmente nos países mais pobres e estados mais frágeis”.

Novas medidas

Após o plano de aumento de capital, os “braços” financeiros combinados do Banco Mundial devem alcançar uma capacidade média anual de quase 100 mil milhões de dólares americanos entre o ano fiscal de 2019 e o ano fiscal de 2030.  Revelou que o pacote de aumento de capital não visa mudanças de empréstimos para qualquer país específico. “É sobre como pensamos sobre os níveis de renda e como o grupo Banco Mundial pode continuar a ser um parceiro e apoiar todos os países membros que ainda são clientes”, argumentou. Disse que o credor multilateral aumentaria os empréstimos a países de renda média baixa ao longo do tempo. Além do montante, os accionistas do grupo adoptaram também algumas alterações aos mecanismos dos empréstimos, praticando, a partir de agora, taxas de juro mais altas para os países em desenvolvimento com rendimentos mais elevados, para desencorajar o excessivo endividamento, que o FMI disse esta semana ser uma das preocupações para o crescimento mundial.

Marrocos acolhe
reunião do BM e FMI

As reuniões anuais de 2021 do Grupo do Banco Mundial  (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) vão decorrer, em Marrakexe (Marrocos), em Outubro, segundo uma votação do Conselho de Governadores das duas instituições. A última vez que as reuniões anuais foram organizadas em África foi em 1973, em Nairobi, no Quénia, e a escolha de Marrocos para acolher a próxima edição coincide com o 60º aniversário da entrada do país no Grupo do Banco Mundial e no FMI.