O Banco Mundial vai financiar, com 13 milhões de dólares, a reconstrução de salas, sanitários e blocos administrativos de 1.400 escolas, nas províncias de Nampula, Niassa (norte) e Zambézia (centro do país), num projecto com duração de três anos.
Este valor é parte dos 40 milhões de dólares que o Banco Mundial decidiu alocar a Moçambique, para os sectores de água e saneamento, construção de açudes e barragens.
Nas duas últimas épocas chuvosas, estas três províncias foram afectadas, de forma grave, por chuvas, ventos e inundações, que danificaram centenas de salas, feitas com material convencional e misto.O chefe do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos ( UN-Habitat) em Moçambique, Wild do Rosário, ressaltou a importância do reforço e a criação de capacidades locais para a integração de medidas de adaptação aos efeitos das mudanças climáticas.
Segundo o funcionário das Nações Unidas, o objectivo desta acção é reduzir a vulnerabilidade das salas face à grande exposição de Moçambique às ameaças naturais e o seu impacto recorrente nas infra-estruturas escolares.A recolha de dados ocorreu durante os meses de julho, Agosto e Setembro de 2017 nas principais áreas urbanas de sete províncias: Cidade de Maputo, Maputo Província, Gaza, Sofala, Manica, Tete e Nampula.O estudo foi feito no âmbito do programa Crescimento Inclusivo em Moçambique - Reforçando a Investigação e as Capacidades, apoiado financeiramente pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca (DANIDA) e o Ministério das Relações Exteriores da Finlândia (MFA).