As vendas de bens e serviços portugueses para território britânico poderão vir a encolher, no médio prazo, até 26%, dependente do relacionamento comercial futuro que for estabelecido entre o Reino Unido e a União Europeia.
A conclusão consta do estudo “Brexit - As consequências para a economia e as empresas portuguesas”, encomendado pela CIP e apresentado em Outubro último.
O estudo realizado pela Ernest & Young e Augusto Mateus Associados reconhece que Portugal estará na segunda linha do impacto de um hard Brexit, com outros países a serem mais afectados do que a economia portuguesa. Contudo, avisa que os efeitos não devem ser negligenciados porque o potencial para danos significativos está lá.
Desde logo, só pelo abrandamento esperado para a economia britânica, é de antecipar uma quebra das exportações portuguesas entre 1,1% e 4,5%, uma redução dos fluxos de investimento directo estrangeiro dirigidos a Portugal na ordem dos 0,5% a 1,9%, e ainda um corte nas remessas de emigrantes.