O representante da delegação chinesa na reunião do grupo, Ma Zehua, disse que os governos dos cinco países que compõem o grupo estão ainda comprometidos com a ideia de criar um banco e acredita que esta se tornará uma realidade.

“Os nossos governos ainda estão comprometidos com a ideia do banco e acreditamos que esta tornar-se-á uma realidade”, afirmou Ma Zehua, durante a reunião do Brics Business Council, que decorreu em Joanesburgo e reuniu empresários e investidores dos cinco países do grupo.

Para o responsável chinês, esse banco desempenharia um “papel chave no apoio e fomento do comércio” entre as economias que integram o grupo.

A tentativa de finalizar a estrutura de um banco comum de desenvolvimento falhou na última cimeira dos Brics, que decorreu em Março último na cidade sul--africana de Durban.
Esse banco comum de desenvolvimento teria como objectivo competir com as instituições internacionais que actualmente estão nas mãos dos países ocidentais, como acontece com o Banco Mundial.

No conselho empresarial dos Brics, fórum criado em Março pelos líderes do grupo, os investidores do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul discutiram medidas e iniciativas específicas para aumentar os laços negociais, de comércio, industrialização e investimento entre as suas económicas emergentes e a África.

O Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, tem vindo a incentivar os actores económicos a investirem em infra-estruturas de desenvolvimento em África, algo que considera um “aspecto crucial do crescimento económico”.

“A África apresenta alguns dos maiores crescimentos nacionais do mundo e as infra-estruturas desempenham um papel preponderante no apoio ao crescimento”, afirmou o Presidente sul-africano, citado pela AFP.
Jacob Zuma anunciou que a África do Sul vai investir cerca de 293 mil milhões de euros nos próximos anos nas áreas de transporte ferroviário, energia, infra-estrutura e distribuição de água.

Os outros sectores tidos como chave são o da mineração, da saúde e da agricultura.

Em 2012, o comércio entre os Brics totalizou 4,57 mil milhões de euros, ou 16,8 por cento das transacções internacionais, segundo revelou o Chefe de Estado sul-africano.
Jacob Zuma lembrou ainda que “a taxa de retorno sobre o investimento estrangeiro em África é maior do que em qualquer outra região do mundo.

“Na última cimeira do grupo Brics, que decorreu em Março, os líderes das restantes economias emergentes lamentaram contudo as barreiras comerciais que ainda existem no continente africano, designadamente os vistos e práticas anti-competitivas.

“Ainda há muito a ser feito para reduzir essas restrições e fazer da África um destino atraente para os investidores”, observou Ma Zehua, o responsável da delegação chinesa.