O Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, tomou posse, esta semana em Abuja, para o segundo mandato, prometendo mais uma vez combater a insegurança e a corrupção endémica do maior produtor de petróleo da África. “Eu, Muhammadu Buhari, prometo ser leal à República Federal da Nigéria e desempenhar as minhas funções o melhor possível, (...) respeitando a Constituição”, disse o chefe de Estado, de 76 anos.
A cerimónia de tomada de posse acontece três meses após as eleições, que decorreram em Fevereiro, mas foram contestadas pela oposição.
Muhammadu Buhari foi reeleito na primeira volta das eleições, ficando à frente do seu principal rival, Atiku Abubakar, que não reconheceu a vitória de Buhari e recorreu para o Supremo Tribunal.
Buhari, líder do partido no poder, Congresso dos Progressistas (APC), obteve cerca de 15,2 milhões de votos (53% dos boletins sufragados), enquanto Abubakar, cabeça de lista do Partido Popular Democrático (PDP), conseguiu 11,2 milhões (39%), segundo os resultados anunciados na altura.
O líder do APC obteve a maioria em 19 dos 36 estados do país e mais de 25 por cento dos votos em 32 estados, mais oito do que os exigidos pela lei para a obtenção da vitória sem recurso a uma segunda volta.
A participação nas eleições no país mais populoso de África (com 191 milhões de habitantes - número oficial, muito conservador), para as quais estavam registados 82,3 milhões de eleitores, foi de 34,75 por cento, com apenas 28,6 milhões de pessoas a depositarem nas urnas o respectivo voto.
Os governadores eleitos também estão a ser empossados nas capitais dos estados do país.