Cabo Verde tem desperdiçado oportunidades de exportar para os Estados Unidos no âmbito do programa Agoa, criado há 18 anos pela administração norte-americana, reconheceu o ministro cabo-verdiano da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, quarta-feira, na cidade da Praia.
Por conseguinte, o Governo prevê a isenção aduaneira a mais de seis mil produtos de países africanos, declarou o governante quando intervinha durante um workshop sobre o programa “Crescimento e oportunidades para a África (AGOA).
Alexandre Monteiro sublinhou que “o programa, para alguns países, tem-se revelado um mecanismo eficaz e oportuno para fazer crescer as suas economias”.
No entanto, ele reconheceu que, no caso de Cabo Verde, o país está ainda a dar os primeiros passos, 18 anos depois da publicação da lei e que, para tirar partido do Agoa, o Governo cabo-verdiano vai criar um “ambiente altamente competitivo” para “produzir mais” e exportar.
“As oportunidades oferecidas pelo Agoa só resultarão se formos capazes de produzir e colocar esses produtos no mercado norte-americano. Por mais que haja boa vontade, de nada vale, se não for criado esse ambiente altamente competitivo, tudo será em vão”, sustentou o governante.
Para o efeito, Alexandre Monteiro apontou algumas medidas de política económica e fiscal que o Governo pretende adotar para promover e desenvolver a indústria, o comércio interno e externo e alavancar o sector dos serviços.
Uma das medidas é o Centro Internacional de Negócios (CIN), cujo diploma regulamentar foi aprovado recentemente pelo Governo.