Em declarações à agência cabo-verdiana de notícias Inforpress, a directora do serviço do Comércio, Ludmilde Fernandes, indicou que, desde que o país assinou o acordo, já realizou dois encontros, tendo também participado nas reuniões da União Africana (UA), nos fóruns de negociação e nas sessões a nível técnico.
A primeira fase das negociações, que abarca sobretudo o protocolo do comércio sobre bens e serviços e a resolução de litígios, deverá terminar em breve, para de seguida passar-se para a segunda fase das negociações que abarca as questões do investimento, concorrência e propriedade intelectual.
Ela explicou que o acordo prevê um período de transição de cinco anos para a liberação dos produtos sensíveis, isto é, que os Estados partes devem iniciar a liberalização dos produtos sensíveis no sexto ano da implementação do acordo, podendo os mesmos fazê-lo antes, caso queiram.
No caso de Cabo Verde, reconheceu que só depois da realização de estudos e das análises técnicas é que o país saberá de forma “mais clara” sobre as vantagens e/ou desvantagens desse acordo.