A carga tributária brasileira chegou a 32,4 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2017, segundo dados da Receita Federal.
Na comparação com 2016, a carga teve uma ligeira subida de aproximadamente 0,2 pontos percentuais, “puxada”, principalmente, pelo aumento dos impostos sobre combustíveis.
Em Cuba, país da América Latina onde os cidadãos mais pagam impostos em comparação ao PIB, esse percentual atingiu 41,7 em 2016, de acordo com o ranking da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).
Em Davos, durante a sua primeira viagem internacional como presidente, Jair Bolsonaro repetiu uma promessa de campanha: reduzir e simplificar a carga tributária brasileira.
Logo nos primeiros dias do governo, Bolsonaro chegou a anunciar aumento da “alíquotas” do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) a uma fracção mínima – o presidente, contudo, foi desmentido por integrantes de sua equipa, que disseram
Bolsonaro se equivocou.
A carga média dos países da OCDE, o grupo que reúne os países mais ricos do mundo, foi de 34,3 por cento do PIB em 2016. O valor está acima dos 32,2 contabilizados no Brasil naquele ano.
Mas a média dos países latino-americanos e caribenhos é de 23 por cento, o que põe o Brasil no segundo lugar do ranking regional.

Menos impostos

Os países onde se pagam menos impostos na América Latina são a Guatemala (12,6 por cento do PIB), República Dominicana (13,7) e Peru (16,1), de acordo com os dados de 2016, os últimos disponibilizados pela OCDE.
No outro extremo, estão Cuba (41,7 do PIB), Brasil (32,2) e Argentina (31,3).
Brasil, Argentina e Uruguai, por sua vez, compartilham características comuns em relação à carga tributária.
Na América Latina há uma grande disparidade da carga tributária. Há países em que se pagam mais de 30 por cento do PIB, e lugares onde o valor total equivale a 12.