Uma reunião ministerial da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) sobre a energia e as finanças decorreu em Bamako, capital do Mali.
Nela participaram os ministros da Energia e das Finanças da CEDEAO para discutirem sobre a segurança dos pagamentos relativos ao comércio transfronteiriço de electricidade na África Ocidental.
Recentemente, peritos do Mali, da Guiné Conakry, da Côte d’Ivoire, da Serra Leoa, do Burkina Faso e da Libéria reuniram-se em Bamako para abordarem aspectos técnicos e financeiros da segurança dos pagamentos relacionados com trocas transfronteiriças em matéria de energia.
A CEDEAO envolveu-se, nos últimos anos, numa vasta reforma estrutural do sector energético, com base na sua visão 2020: “De uma CEDEAO de Estados à dos povos”.

Mercado regional
A organização criou um mercado regional de electricidade, lançado em 2018, e a que se seguiu uma directiva regional sobre a segurança do comércio transfronteiriço de energia eléctrica, adoptada em 2018 pela organização sub-regional.
Esta directiva obteve o apoio financeiro do Banco Mundial, através da ajuda orçamental e da criação dum fundo renovável.
Durante o período 2019-2033, a CEDEAO, através de seu mercado regional de electricidade, planeia construir linhas de interconexão eléctrica e de construção de centrais eléctricas, cifrados em cerca de 36,392 milhões de dólares.
“Deste montante, 25,912 milhões de dólares americanos, serão dedicados à produção de electricidade e 10,480 milhões de dólares americanos ao transporte de energia 3, disse o director do Departamento de Energia da Comissão da CEDEAO, Dabiré Bayaornibè.
Para além dos seis países abrangidos pelo programa, a CEDEAO inclui também Senegal, Níger, Nigéria, Gâmbia, Ghana, Benin, Togo, Guiné-Bissau e Cabo Verde.