Discursando na "semana parlamentar europeia", num debate sobre o semestre europeu, Centeno recordou que, no quadro do aprofundamento da União Económica e Monetária, recebeu, em Dezembro passado, um mandato dos líderes europeus para trabalhar numa proposta para esse instrumento orçamental próprio para a zona euro para apresentar em Junho próximo.

Terça-feira, o presidente do fórum de ministros das Finanças da moeda única "desvendou" perante os eurodeputados algumas das ideias que defende para os moldes que esse orçamento pode vir a ter, enfatizando que o mesmo deve ser "complementar aos instrumentos já disponíveis para todos os Estados-membros da União Europeia".

"Por outras palavras, não estamos a falar de uns retoques cosméticos nos instrumentos orçamentais da UE. Não se trata de dividir uma parte do quadro financeiro plurianual em dois. Uma linha orçamental para a zona euro, outra para os países de fora do euro. Trata-se de criar um instrumento próprio para a zona euro", defendeu.

Centeno reconhece que "há alguma ansiedade relativamente às fontes de financiamento, e sobretudo, à dimensão do instrumento", e antecipou que, certamente, ao longo dos próximos meses "alguns irão alegar que é demasiado grande para ser aceitável, e outros dirão que é demasiado pequeno para ser eficaz".

"Não estou demasiado preocupado. Importa a quantidade de dinheiro consagrado à convergência e competitividade na zona euro? Claro, pois limita aquilo que podemos fazer. Mas não é o que mais importa. Precisamos fazer com que o instrumento conte. Devemos encontrar a melhor forma de o utilizar, precisamos demonstrar que pode contribuir para promover a convergência e melhorar a competitividade, disse.