As importações de carne bovina pela China devem crescer até 20 por cento ao ano até 2018, dada a crescente demanda e as limitações do país para produção local, num movimento que deve favorecer o Brasil e os Estados Unidos, os maiores produtores da commodity, apontou segunda-feira o Rabobank em relatório.

“As importações totais aumentarão entre 15 e 20 por cento a cada ano... Isso posicionará a China como o mais importante destino global para a carne nos próximos anos”, disse o banco.

O Rabobank, importante banco global especializado em alimentos e agronegócio, ressaltou que a China se tornou um enorme importador em 2013, comprando 297 mil toneladas, ou 3,79 vezes mais ante 2012.

Além destes dados oficiais, estima-se no mercado que mais carregamentos da carne entrem no país por vias clandestinas.
Mas este é um cenário que deve mudar após a China aprovar as importações de carne bovina do Brasil e dos EUA. Isso fará com que uma fatia relevante do produto contrabandeado entre nos registos oficiais.

Estimativas de fontes consultadas pela Reuters em meados de Março sugeriam que a importação de carne bovina no mercado paralelo seja superior à oficial. O produto contrabandeado acaba por entrar na China através dos vizinhos Hong Kong e Vietname.
Segundo o Rabobank, a escassez de gado na China é uma questão estrutural e a indústria local enfrenta muitos desafios.

“(A indústria) fica atrás de outros grandes produtores de carne bovina do mundo em todos os aspectos-chave, como genética, reprodução, produtividade, gestão e fontes de pasto/ração”.

O Rabobank espera que a China permita o acesso total para a carne bovina do Brasil nos próximos meses e até ao fim do ano para
o produto dos EUA.