Apesar de ser um dos países com maior nível de poluição mundial, a China deu mais um passo na morosa luta para se tornar uma potência verde. O governo chinês anunciou que concluiu a construção da maior central solar flutuante do mundo e que a plataforma encontra-se a produzir energia.
Construída com um custo de cerca de seis mil milhões de yuans, a central de energia solar Longyangxia tem capacidade para produzir mais de 850 megawatts de energia, o suficiente para cobrir até 200 mil casas. A empresa responsável pela elaboração do projecto, Sungrow Power Supply, tem publicado actualizações nas redes sociais.
“A central não só faz uma plena utilização da área, reduzindo a procura por terras, como também melhora a geração devido aos efeitos de refrigeração da superfície”, explicou um funcionário do governo local, de acordo com a imprensa internacional.
Em entrevista ao The Guardian, Xie Xiaoping, presidente da empresa estatal encarregue do projecto [Huanghe Hydropower Development], afirmou que, “ao contrário de Donald Trump”, ele acredita que o aquecimento global é real e constitui um perigo emergente para a sociedade. “O desenvolvimento de energia limpa é muito importante se quisermos cumprir as promessas feitas no acordo de Paris”, enfatizou o deputado do partido comunista.