Xi Jinping estimou que o país asiático vai precisar de comprar ao resto do mundo 30 biliões de dólares em bens, e 10 biliões em serviços, no discurso de abertura da Feira Internacional de Importações da China, perante uma audiência composta por vários chefes de Estado e de Governo, incluindo o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev.
“É o nosso sincero compromisso abrir o mercado chinês”, afirmou Xi Jinping, que prometeu que a China “vai abraçar o mundo”.
As potências ocidentais não enviaram delegações ao mais alto nível, reflectindo o desagrado com as práticas comerciais de Pequim, que acusam de violar os seus compromissos de abertura do mercado.
Os grupos empresariais queixam-se de que Pequim está a ampliar as suas importações, visando atender à procura dos consumidores e fabricantes domésticos, mas bloqueia o acesso a vários sectores.
Washington e Bruxelas condenam a transferência forçada de tecnologia por empresas estrangeiras, em troca de acesso ao mercado, a atribuição de subsídios a empresas domésticas e obstáculos regulatórios que protegem os grupos chineses da competição externa.
Na semana passada, os embaixadores da França e Alemanha em Pequim emitiram um comunicado conjunto a apelar a mudanças, incluindo o fim de regulamentos que forçam as empresas estrangeiras a fazer ‘joint-ventures’ com firmas estatais locais.
Mas Xi Jinping apelou aos críticos que resolvam os seus próprios problemas antes de acusarem a China.