O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, disse que as negociações comerciais entre Pequim e Washington “chegaram a um novo consenso”, informou na passada sexta-feira, a agência estatal de notícias Xinhua.
Numa reunião com o Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, Liu disse que as equipas negociadoras dos dois países “realizaram reuniões frutíferas e chegaram a um novo consenso em questões importantes como o texto do acordo económico e comercial”.
O vice-primeiro-ministro chinês, que lidera a delegação de Pequim nas negociações que decorrem nos EUA, disse que ambas as partes “continuarão com as consultas para alcançar maiores progressos em questões de interesse mútuo, de forma a concluir as
negociações o mais rápido possível”.
Na semana passada, o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou-se optimista quanto à possibilidade de chegar a acordo comercial com a China, sem todavia anunciar uma cimeira com o seu homólogo chinês para formalizar o fim da ‘guerra’ comercial.
Donald Trump condena o desequilíbrio comercial entre os dois parceiros: no ano passado, o défice dos Estados Unidos no comércio de mercadorias com a China aumentou novamente 11,6 por cento, para 419,16 mil milhões de dólares.
O chefe da equipa de negociadores norte-americana, Lighthizer, considerou, por sua vez, que ainda há “grandes pontos” de litígio para resolver, mas sem fornecer mais pormenores.
Para obrigar Pequim a alterar as suas práticas consideradas “desleais”, Washington impôs, em 2018, taxas adicionais de 10 a 25 por cento a mais de 250 mil milhões de dólares de mercadorias e Trump ameaçou taxar a totalidade das importações provenientes da China
(539,5 mil milhões em 2018).