Wang Wei disse em entrevista à agência Macauhub que numa fase inicial os custos relacionados com esta mudança poderão ser mais elevados mas acrescentou que, a longo prazo, “a utilização de energias renováveis acabará por se revelar mais económica do que a produção de energia eléctrica com recurso a combustíveis fósseis.”
“São Tomé e Príncipe pode contar com ajuda da China no sector energético, porque a energia é fundamental para aumentar a capacidade produtiva do país”, sublinhou o diplomata, que defendeu “a promoção do desenvolvimento sustentável de São Tomé e Príncipe” como um dos eixos fundamentais da cooperação entre os dois países.
O embaixador reafirmou a vontade de Pequim de participar na construção do porto de águas profundas e na modernização do aeroporto internacional e assegurou que “a China não põe de lado qualquer tipo de financiamento, que dependerá em última análise dos estudos de viabilidade económica bem como da prioridade a atribuir a esses projectos.”
Tendo-se congratulado com a decisão do governo são-tomense pela concessão de facilidades na atribuição de vistos de entrada aos cidadãos chineses”, Wang Wei disse que a China já iniciou o intercâmbio de profissionais dos sectores em que São Tomé e Príncipe dispõe de potencial, atendendo à sua “localização geoestratégica” na zona do golfo da Guiné.
Questionado sobre um anunciado apoio ao arquipélago estimado em cerca de 146 milhões de dólares, o novo embaixador chinês disse que “não nos vamos limitar a esse montante, podendo o apoio ser mais elevado, tudo dependendo dos projectos a serem aprovados por ambas as partes.”
O diplomata disse ainda que o financiamento da China a São Tomé e Príncipe poderá ter a forma de crédito ao investimento ou doações, tendo acrescentado que o mesmo “pode ser bancário, por parte de empresas e por parcerias público-privadas” e salientado que “estamos a trabalhar de forma acelerada para aprovar e executar os projectos que foram considerados exequíveis.”
Na sequência do restabelecimento de relações diplomáticas em Dezembro último, São Tomé e Príncipe e a China assinaram em Abril, em Pequim, um programa geral de cooperação, nas áreas económica, científica e cultural bem como vários acordos específicos nos sectores da energia, turismo, saúde e assistência técnica.
O diplomata chinês lembrou que estão “abertos espaços amplos de cooperação entre a China e São Tomé e Príncipe”, nos quais se incluem as áreas de energia, infraestruturas, turismo, agricultura e saúde como prioritárias.
Wang Wei, que é o primeiro embaixador chinês em São Tomé e Príncipe depois do restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países em dezembro, disse que se sente “honrado e ao mesmo tempo [com] grande responsabilidade”, em relação às novas funções.
“Eu farei todo o meu esforço para consolidar cada vez mais o reconhecimento e confiança mútua entre os nossos dois países”, disse o diplomata que prometeu “trabalhar de forma acelerada na implementação dos resultados alcançados”, durante a visita do primeiro-ministro são-tomense a Pequim.