A China vai acelerar os esforços para aumentar a demanda e sustentar a economia, mas não usará o seu mercado imobiliário para fornecer estímulo de curto prazo para a economia, disse o principal órgão de decisão do Partido Comunista nesta terça-feira.
Com o crescimento económico da China desacelerando para mínimas de quase 30 anos, os investidores aguardam para ver quanto mais de estímulo Pequim adoptará, e se arriscará a aliviar restrições aos mercados imobiliários para impulsionar a
construção e o investimento.
“Os avanços económicos da China estão a enfrentar novos riscos e desafios, e a pressão negativa sobre a economia está a aumentar, disse a agência de notícias oficial Xinhua citando a reunião do Politburo.
“A política fiscal deve ser fortalecida para melhorar a eficiência e continuar a implementar a política de cortes de impostos e taxas”, disse, reafirmando que a política monetária permanecerá prudente para manter as condições de liquidez ampla.
O Politburo também afirmou que o governo adoptará medidas para lidar com os atritos comerciais, e trabalhará para estabilizar o emprego, o sector financeiro, investimentos
e expectativas de mercado.
O governo também adoptará várias medidas para aumentar a demanda doméstica, incluindo reformas para expandir o consumo e estabilizar o investimento na indústria, disse a
Xinhua, sem dar detalhes.
“Devemos nos apegar ao princípio de que a moradia é usada para viver, não para especulação, implementar o mecanismo de longo prazo para o sector imobiliário, e não usá-lo como maneira de curto prazo de estimular a economia”, disse o Politburo.