A China reagiu imediatamente às novas barreiras tarifárias dos Estados Unidos, com impostos sobre cerca de 60 mil milhões de dólares em importações norte-americanas.
Num breve comunicado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, disse que as medidas dos Estados Unidos trouxeram “novas incertezas” às
negociações entre os dois países.
“A China sempre enfatizou que a única maneira correcta de resolver a questão comercial entre China e EUA é através de negociações e consultas realizadas em uma base de respeito igual, sincero e mútuo. Mas nesse momento, tudo que os EUA fazem não dá a impressão de sinceridade
ou boa vontade”, completou.
A nova tarifa recai sobre 1.102 itens considerados “Made in China” e indústrias emergentes de alta tecnologia, como satélites, aeronaves, painéis LED e LCD, sismógrafos, microscópios, câmaras de TV e baterias de lítio. De acordo cm Washington, elas “levam crescimento económico para a China, mas prejudicam o crescimento económico dos EUA e de muitos outros países”.
Antes, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, apelou ao apoio global ao livre comércio face à escalada nas disputas comerciais entre Pequim e Washington, suscitadas pelas políticas da China para o sector tecnológico.
Num discurso proferido na “Reunião Anual de Novos Campeões”, conhecido como ‘Davos de Verão’, na cidade chinesa de Tianjin, Li defendeu que as disputas devem ser resolvidas através de consultas e
apelou ao multilateralismo.
“É essencial defendermos os princípios básicos do multilateralismo e livre comércio”, afirmou, depois de acrescentar que “o unilateralismo não oferece solução viável”, revelou Li Keqiang.

Novas taxas
A partir do dia 24, os Estados Unidos de América vão aplicar taxas adicionais de 10 por cento às importações chinesas, equivalente a 267 bilhões de dólares sobre um vasto leque de produtos, incluindo electrónico, malas e arroz. Essas tarifas aumentarão para
25 por cento no início de 2019.
Aos jornalistas, durante uma visita com o presidente da Polónia, Trump disse que os Estados Unidos da América podem fazer um acordo, em algum momento, com a China, e que o seu país está sempre aberto e disponível para conversações e negociações.
“A China quer vir e conversar. E nós estamos sempre abertos para conversar, mas temos de fazer alguma coisa. Estamos a ter um impacto tremendo na China. Estamos a fazer um trabalho muito bom com a China”, disse Trump.