Foi no meio de polémica que a União Europeia (UE) e os Estados Unidos de América (EUA) lançaram oficialmente as negociações para o maior acordo de livre comércio do mundo.

Segundo noticia a Euronews, a primeira ronda terá lugar em Julho, em Washington. O anúncio foi feito à margem do G8, na Irlanda do Norte.

Estima-se que o acordo possa impulsionar em 9,6 triliões de kwanzas (100 mil milhões de dólares), por ano, cada uma das economias e criar milhares de empregos. Para o presidente da Comissão Europeia, “integrar as duas mais desenvolvidas, mais sofisticadas e maiores economias nunca será uma tarefa fácil”. Mas, José Manuel Barroso garante: “que conseguirão encontrar respostas para problemas legítimos e soluções para questões difíceis. Vamos manter-nos focados e vamos conseguir”.

Negociações comerciais

Mas o evento fica ofuscado pela polémica. Numa entrevista ao International Herald Tribune, Durão Barroso considera “reaccionária” a vontade de alguns ditos de esquerda de excluir a cultura das negociações comerciais.

Barroso tentou minimizar mas, em França, as palavras tiveram o efeito de uma bomba.

Paris conseguiu, na semana passada, que os ministros europeus do Comércio excluíssem o cinema, a televisão, a internet e os conteúdos numéricos das negociações, pelo menos numa primeira fase, em nome da excepção cultural.