A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê um ritmo de crescimento de 4,4 por cento este ano, devido ao optimismo nas trocas comerciais a nível global.
Ainda assim, a organização revela que o “braço de ferro” proteccionista entre Estados Unidos da América e a China pode comprometer tudo.
“Estas estimativas não têm em conta, e salientamos isso, a possibilidade de uma escalada dramática nas restrições aduaneiras”, declarou o director-geral da OMC, Roberto Azevedo.
Em 2017, as contas revelavam a China a liderar a tabela mundial das exportações, logo a seguir aos Estados Unidos. Do lado europeu, constavam a Alemanha e a Holanda. Já nas importações, os dois líderes trocam de lugar: os americanos surgem à frente dos chineses e o Reino Unido
fecha a lista na quinta posição.
“Não tenho qualquer indicação de que os Estados Unidos vão abandonar a Organização Mundial do Comércio ou fazer depender a sua permanência do resultado de negociações ou da obtenção de acordos”, aponta Azevedo.
Se não houver uma “guerra comercial”, prevê-se que o crescimento se estabilize nos 4 por cento em 2019.

Balanço e incertezas
No ano passado, a OMC previa um crescimento de 2,4 por cento, sendo que a “alta incerteza” política manteve a balança comercial global em um índice de crescimento de 1,8 a 3,6 este ano, com previsão de subir entre 2,1 e 4 para este ano (2018). A cifra, foi de apenas 1,3 em 2016, o menor nível desde a crise financeira de 2008.
O comércio mundial de 2015 foi de 3,9 por cento previstos e ao ritmo do Produto Interno Bruto (PIB) global, o que antecipa uma estabilização da evolução do sector, anunciou a OMC esta quinta-feira.
Por outro lado, o Fundo Monetário Internacional divulgou, em Outubro do ano passado, que o Produto Interno Bruto mundial iria crescer 3,6 por cento em 2017 e 3,7 em 2018, mais do que na média dos cinco anos anteriores.