O governo vendeu as suas últimas acções no grupo Lloyds, recebendo mais dinheiro do que inicialmente investiu”, afirmou o CEO do banco, segundo o comunicado enviado às redacções daquele país. Ainda assim, o número um do Lloyds frisa que há muito trabalho por fazer.
Depois da injecção de 20,3 mil milhões por parte do governo britânico, em 2008, a entidade bancária adianta agora que o produto da venda das acções e dos dividendos recebidos teve como consequência benefícios de mais de 900 milhões para os contribuintes, um valor superior àquele que o Estado disponibilizou.
O Tesouro britânico anunciou também esta semana a venda das últimas acções do banco londrino.
“Há seis anos herdámos um banco muito fragilizado e em situação financeira muito precária. Graças ao trabalho árduo desenvolvido por todas as equipas do Banco, o Lloyds é hoje um banco muito sólido, rentável, a pagar dividendos e a apoiar a economia britânica”, acrescentou António Horta-Osório.
A imprensa britânica adianta que os cálculos do Lloyds não incluem o custo de 3,6 mil milhões de libras dos fundos da crise de 2008, mas a Agência de Responsabilidade Orçamentária pretende mostrar que o governo acabará por se equilibrar. O banco que nasceu da crise financeira e desde então passou por uma revisão que levou a 57 mil cortes de empregos e uma redução das actividades de empréstimo.