O primeiro-ministro português, António Costa, defendeu ontem que apenas “uma iluminação divina” conseguiria compatibilizar as posições da União Europeia e do Reino Unido, repetindo que o acordo do “Brexit” é o único que existe e não será renegociado.
António Costa, que falava à entrada do Conselho Europeu em Bruxelas, reiterou que o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, aprovado pelos líderes dos 27 em 25 de Novembro”, é o “acordo que existe, não há outro”. “Há uma coisa que não podemos fazer: não nos podemos substituir à Câmara dos Comuns numa decisão soberana que tem sobre o tratado”, lembrou, reportando-se ao mais que previsível “chumbo” no parlamento britânico do acordo de saída do Reino Unido do bloco comunitário. Na passada segunda-feira, a primeira-ministra britânica, Theresa May, decidiu adiar a votação do acordo do “Brexit” no parlamento britânico, por admitir que o mesmo seria rejeitado por “larga margem”. Theresa May deslocou-se então a Bruxelas na terça-feira, para discutir com os líderes europeus formas de obter “garantias adicionais” sobre os termos do mecanismo de salvaguarda previsto para evitar o regresso de uma fronteira na ilha da Irlanda, o tema mais difícil das negociações e que originou as maiores divergências.