Em comunicado à CMVM, a Pharol diz que o Credit Suisse passou a controlar 896.512 acções, que corresponde a 1,54 por cento do capital. Antes detinha 2,23 por cento. A estrutura accionista da empresa liderada por Palha da Silva tem sofrido alterações significativas.
A High Bridge Unipessoal passou a ser accionista de referência da companhia que é accionista da Oi, sendo que a entrada deste fundo, cuja origem a própria antiga PT SGPS desconhece, decorreu no seguimento da compra da posição de 6,17 por cento que o BCP detinha.
Depois da venda da posição pelo BCP, que voltou a integrar a estrutura accionista em Agosto de 2015 pela execução de garantias dadas pela Ongoing, a alienação da fatia do Novo Banco e o reforço de Nelson Tanure podem vir a ser os próximos passos. Fonte do Novo Banco confirmou ao Negócios que “estão a avaliar a situação”.
O fundo estará ligado ao empresário brasileiro Nelson Tanure, como noticiou o mesmo jornal. Informações que fontes contactadas pelo Negócios dão como certas, mas que Luís Palha da Silva, administrador-delegado da Pharol, não confirma nem desmente. “Ainda não conseguimos apurar a origem da High Bridge”, revelou o gestor na sexta-feira, no final da assembleia-geral de accionistas da Pharol. O gestor sublinhou, contudo, que a comunicação da entrada do novo accionista cumpriu todas as exigências da CMVM.
Já a ligação da High Bridge a Nelson Tanure, empresário brasileiro que nos últimos meses tem reforçado a sua posição na Oi, para Palha da Silva não passa de “especulação”. “Não tenho nenhumas razões para pensar isso, nem tenho nenhumas razões para não acreditar que possa ser. Não vejo que isso seja mais do que uma especulação.