Com um dos maiores níveis de inflação de sempre, o Governo venezuelano prepara uma reconversão monetária que não convence: retira cinco zeros ao bolívar e avança com o petro.
A economia venezuelana é um barco à deriva onde um café com leite chegou aos dois milhões de bolívares, 1 200 000 % mais do que em abril. Onde o metro, a 4 bolívares, teve que se tornar gratuito. Onde numa carteira não cabe um magro ordenado.
O presidente Nicolás Maduro encontrou a solução: ancorar a economia a uma moeda virtual desacreditada - o petro -, colocar o banco central do país a explorar um bloco de petróleo para aumentar reservas internacionais e pôr os venezuelanos a fazer difíceis contas de cabeça a partir de 20 de Agosto, retirando cinco zeros ao bolívar forte e colocando em circulação um novo bolívar soberano, que reduz 100 mil bolívares actuais para 1.