Apesar desse magistral momento por que passa a economia africana e a nigeriana em especial, o país continua a enfrentar alguns desafios, principalmente no plano social e politico onde os grupos separatistas do Boko Haran continuam a espalhar o seu ódio e terror, matando todas as semanas dezenas de pessoas.

Não é apenas uma rebelião separatista, mas resultado de tribalismo e conflito religioso de radicais islâmicos contra os cristãos, que cria pânico e impõe recolher em algumas pequenas cidades.

Com os seus 170 milhões de habitantes, os problemas sociais na Nigéria persistem e nem mesmo a modernização da economia tem surtido os efeitos no tempo desejado. Por exemplo, continua a haver um gritante défice energético.

Actualmente, o país tem uma capacidade instalada de apenas 5.000 mw, contra os 44.000 da África do Sul, que tem três vezes menos população.

Por isso, não é de se estranhar que o PIB per capita da Nigéria, tal como no caso chinês e asiático em relação aos ocidentais, continue baixo; 292,1mil kwanzas contra os 730,3 dos sul-africanos, o que coloca a Nigéria na 100a posição do ranking mundial entre a Mongólia e as Filipinas.

O fim das subvenções em 2011 provocou algumas agitações e agravou ainda mais o nível de pobreza que se situa em 61 por cento da população, num país onde os níveis de desemprego são elevados, principalmente entre a juventude com formação superior, que é ainda, muitas vezes atraída a emigrar principalmente para os Estados Unidos da América e Reino Unido.

Por outro lado, os níveis de informalidade da economia continuam a ser elevados, fazendo com que os indicadores oficiais ignorem o volume de negócios que circula aí, mas o caso nigeriano não é o único. Economias como o Quénia, Angola e RDC enfrentam estes mesmos desafios.