As remessas enviadas pelos emigrantes da América Latina e Caraíbas para os países de origem caíram no ano passado um por cento face a 2012, para 60 mil milhões de dólares (44 mil milhões de euros). A queda foi particularmente significativa no Paraguai, Equador e México.

O Banco Mundial estima em 26 milhões o número de cidadãos latino-americanos que trabalham fora dos seus países, estando a grande maioria nos Estados Unidos da América. Estes dados reportados pela agência Efe constam de um estudo da organização

“Diálogo americano”, que divide os países em três grupos, em função do valor das remessas. O primeiro, aquele onde se verificou uma queda, tem à cabeça o Paraguai, seguido do Equador e do Peru.

Numa interpretação dos dados, o responsável da “Diálogo interamericano”, Manuel Orozco, citado pela agência Efe, considera que a diminuição das remessas neste grupo de países poderá ser justificada pela melhoria das economias locais, contrariamente às economias de países de acolhimento como Espanha e Argentina. Este facto poderá ter levado muitos emigrantes a regressar aos seus países natais.

A Colômbia, Jamaica, República Dominicana e El Salvador integram o grupo de países onde as remessas cresceram modestamente, o que é justificado essencialmente pelos baixos níveis de emigração e pelo aumento das deportações.

Com um “crescimento notável” estiveram quatro países da América Central: Honduras, Guatemala, Nicarágua e Costa Rica, a que se juntam o caribenho Haiti e a sul-americana Bolívia.