A deslocação do mais alto responsável da organização surge na sequência de um convite formulado pelo primeiro-ministro José Maria Neves formulado aquando da realização da mesa redonda sobre o arquipélago realizada em Julho último em Genebra (Suíça).

O director-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, efectuou uma visita de dois dias a Cabo Verde para encontros com o Governo e visitas a alguns projectos ligados ao sector privado do arquipélago.

Pascal Lamy, que cumpre os últimos dias do seu mandato à frente da organização, responde a um convite do primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, formulado durante a mesa redonda da OMC dedicada a Cabo Verde, realizada em Julho último em Genebra (Suíça).

O director dos Assuntos Globais do Ministério das Relações Exteriores de Cabo Verde, Carlos Semedo, explicou que, com esta visita, o director-geral da OMC quer saber aquilo que o arquipélago faz para integrar de facto aquilo que é chamado “a cadeia global de valor”, que é um tema importante nas discussões que tem havido com a OMC.

Cabo Verde foi admitido como 153º membro da OMC, a 23 de Julho de 2008, após sete anos de negociações concluídas a 6 de Dezembro de 2007. O arquipélago pediu formalmente a adesão à OMC em 1999 e, no ano seguinte, foi criado um grupo de trabalho para seguir o processo.
Cabo Verde foi o primeiro país africano a aderir à OMC por negociação directa (os restantes que dela fazem parte subscreveram o acordo de Marraquexe, que criou a organização) e o segundo do mundo (o primeiro foi Togo) que o fez quando ainda figurava na lista de Países Menos Avançados da qual saiu em Janeiro de 2008 com a sua graduação a país de desenvolvimento médio.

Após a sua adesão formal à organização que supervisiona os acordos sobre as “regras do comércio” entre os seus Estados-membros, Cabo Verde obteve um período de transição até 2018 para adequar todas as normas do país às obrigações decorrentes da entrada na OMC.

É neste sentido que, nos últimos anos, o Governo tem levado um conjunto de propostas de lei ao Parlamento, com vista à observância dos compromissos assumidos com a OMC.

É o caso do diploma aprovado pela generalidade dos deputados cabo-verdianos, que permitiu a redução de taxas aduaneiras.