Moçambique deve resolver o caso das dívidas ocultas para voltar a ser um destino atraente para os investidores, alertou o director do departamento dos ratings soberanos da agência de notação financeira Fitch, Tony Stringer.
Em entrevista à Lusa disse que “se Moçambique conseguir resolver a questão das finanças públicas e melhorar a confiança na sua capacidade para garantir isto, deve ser um destino relativamente atraente para o investimento externo”.
Moçambique, criticou, “é uma história lamentável”, e está na classificação de RD – Incumprimento Financeiro Selectivo (Restricted Default, na terminologia original) “desde que foram descobertas as garantias estatais não identificadas a empresas públicas”.
Isto, salienta o analista, “revela fraquezas significativas na gestão das finanças públicas”.
Apesar das críticas à gestão do processo que atirou Moçambique para o default por parte das três maiores agências de notação financeira, e que motivou o corte de financiamento por parte do Fundo Monetário Internacional e dos doadores internacionais, o director do departamento de ratings soberanos da Fitch diz, ainda assim, que há aspectos positivos na economia moçambicana.
“Há sinais bons em termos macroeconómicos, sendo que o crescimento está a recuperar, o potencial é grande devido aos recursos naturais e o país está a fazer progressos nos megaprojectos”, disse Tony Stringer.