O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu que os Estados Unidos estão a ganhar a guerra comercial e que as tarifas sobre as importações que estão a ser aplicadas aos parceiros comerciais vão permitir ao país reduzir a dívida, enquanto os impostos baixam para os contribuintes.
“Graças às tarifas poderemos começar a pagar uma grande parte da dívida de 21 biliões de dólares que foi acumulada, em grande parte pela administração Obama, ao mesmo tempo que reduzimos os impostos para o nosso povo. No mínimo, faremos acordos muito melhores para o nosso país”, escreveu Trump no Twitter.
Minutos antes, havia escrito, na mesma rede social, que todos os países querem aproveitar-se dos Estados Unidos pelo que devem ser “taxados”. Se o quiserem evitar, então “façam ou construam os seus produtos nos Estados Unidos”, porque, em ambos os casos, “isso significa empregos e riqueza”.
Já no sábado o líder da Casa Branca havia defendido as virtudes da sua política comercial proteccionista, antecipando que as tarifas vão tornar os Estados Unidos um país “muito mais rico”. Quanto à China, o principal alvo do aumento das taxas aduaneiras da administração Trump “está a sair-se mal” contra os Estados Unidos, defendeu o presidente norte-americano.
“A China, que pela primeira vez está a sair-se mal contra nós, está a gastar uma fortuna em publicidade, tentando convencer os nossos políticos a lutarem contra as tarifas - porque estão realmente a prejudicar a sua economia. Nós estamos a ganhar, mas devemos ser
fortes!”, escreveu Trump.
E acrescentou: “As tarifas tornarão o nosso país muito mais rico do que é hoje. Só os tolos discordariam. Estamos a usá-las para negociar acordos de comércio justos e, se os países não estiverem dispostos a negociar, pagarão grandes quantias de dinheiro na forma de tarifas. Nós ganhamos de qualquer forma”.
Na mesma rede social, Trump sublinhou que o mercado accionista dos Estados Unidos “está mais forte do que nunca” enquanto o da China caiu 27% nos últimos quatro meses.
O mercado chinês, penalizado pelos receios em torno da guerra comercial, tem sido fortemente penalizado nos últimos meses, e já foi ultrapassado pelo Japão como o segundo maior mercado do mundo, atrás dos Estados Unidos.
No entanto, o governo chinês não tem dado sinais de fraqueza perante a disputa comercial, tendo anunciado, que já tem em mãos uma lista de 5.207 bens norte-americanos avaliados em 60 mil milhões de dólares pronta para ser utilizada caso os EUA avancem com o agravamento
das tarifas de 10% para 25%.