“Temos um défice comercial gigante com a Alemanha, além de que eles pagam muito menos do que deviam na NATO com a defesa. Muito mau para os Estados Unidos. Isto vai mudar,” prometeu Donald Trump numa mensagem colocada no Twitter ao longo da semana, sem concretizar as consequências deste aviso.
“O tempo em que podíamos depender completamente dos outros já passou. Tive essa experiência nos últimos dias”, afirmou recentemente Angela Merkel, numa acção de campanha em Munique, horas depois de terminado o encontro do G7 e a cimeira da Nato que marcou a estreia de Donald Trump nestas reuniões internacionais.
Ainda ao longo do evento, Merkel não recuou nas reservas que diz ter quanto ao empenho dos EUA nos compromissos internacionais com a Europa, mas afirmou-se uma “transatlantista convicta”.
As palavras de Trump repetem as deixadas na reunião magna da Aliança Atlântica, durante a qual o presidente norte-americano insistiu na tónica do financiamento desequilibrado entre os membros da NATO, reclamando que os restantes países paguem o que devem e gastem mais em defesa.
Também a cimeira do G7 ficou marcada por reparos do inquilino da Casa Branca à Alemanha, que considerou perante o presidente do conselho europeu Donald Tusk e o líder da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que os alemães são “maus, muito maus”.
“Vejam os milhares de automóveis que vendem nos Estados Unidos. Vamos pará-los”, terá dito Trump, segundo o “Der Spiegel”, em novas críticas do presidente contra a indústria automóvel alemã.