Segundo a agência noticiosa, a Reserva Estratégica de Petróleo, a maior do mundo, é composta por 688 milhões de barris de crude, guardados em cavernas subterrâneas no Louisiana e Texas. A reserva foi criada pelo Congresso em 1975, devido aos receios de que o embargo árabe provocasse uma escalada nos preços.
O orçamento de Trump propõe que se comecem a vender as reservas no ano fiscal de 2018, que começa a 1 de Outubro, com o objectivo de encaixar 500 milhões de dólares. O documento sugere ainda que as vendas devem acelerar nos anos seguintes, totalizando 16,6 mil milhões
de dólares entre 2018 e 2027.
O orçamento da administração Trump também procura receitas de 1,8 mil milhões de dólares durante a próxima década, abrindo a Reserva Natural do Alasca, a maior dos Estados Unidos, à exploração de petróleo. Essa medida aumentaria a produção norte-americana, que já cresceu 10 por cento desde meados de 2016 para 9,3 milhões de barris por dia.
A possibilidade de um aumento da produção nos Estados Unidos já teve efeitos nos preços da matéria-prima nos mercados internacionais. Nesta altura, o crude negociado em Nova Iorque cai 0,9 por cento para 50,67 dólares enquanto o brent, transaccionado em Londres desce um ponto para 53,33 dólares. Além destas medidas, Trump vai propor uma diminuição dos orçamentos dos programas de combate à pobreza. O objectivo é reduzir em 1,7 mil milhões de dólares (cerca de 1,5 mil milhões de euros no câmbio actual) os gastos que incluem os programas sociais que apoiam os americanos com baixos rendimentos, tal como foi noticiado ontem pela Bloomberg.
Mick Mulvaney, director do gabinete responsável pelo orçamento, disse aos jornalistas na segunda-feira que a proposta de orçamento geral é parte de um esforço para ajudar a economia dos Estados Unidos a crescer a uma taxa de três por cento ao ano. “Impulsiona a nossa política de reforma fiscal, a nossa política regulatória, de comércio, energia... tudo está alinhado para nos levar de volta aos três por cento”, defendeu.