Mais  de  40  mil especialistas e autoridades de quase duas centenas de países participaram no início desta semana, em Nairobi (Quénia), na Conferência sobre a Economia Azul Sustentável, que debateu o uso e aproveitamento das águas.
Segundo a “Prensa Latina”, o evento organizada em forma conjunta pelo Quénia, Canadá e Japão,  contou com a assistência da União Africana (UA), a União Europeia, assim como outras agências especializadas das Nações Unidas.
A Conferência sobre a Economia Azul Sustentável realizou-se no quadro da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável e no “Chamada para Acção” no âmbito da conferência da ONU sobre os oceanos, de 2017.
Aproveitar o potencial dos nossos oceanos, mares, lagos e rios para melhorar a vida das populações, especialmente as pessoas nos estados em desenvolvimento, mulheres, jovens e povos indígenas, a utilização das mais recentes inovações e avanços científicos para melhores práticas ambientais e de desenvolvimento sustentável são alguns dos objectivos da conferencia.
Fontes da organização informaram que a reunião teve cerca de 300 encontros paralelos e entre seus objectivos fundamentais debaterá sobre os oceanos, mares, lagos e rios, com o propósito de elevar a qualidade de vida de sectores como o das mulheres, os jovens e povos indígenas.

Desafio
Falando na sessão de abertura do conclave, que decorreu no centro das convenções do Quénia, o presidente Uhuru Kenyatta, elogiou as perspectivas económicas da chamada economia azul e apontou que o uso da água, em forma sustentável, constitui todo um desafio.
Por seu turno, Moussa Faki Mahamat, em nome da Comissão da UA, enalteceu a importância dos recursos marítimos para o continente e o apoio desde organismo africano na economia azul.
Sublinhou que a União Africana dará novos passos nessa direcção e destacou que a entidade converteu esse ponto em um dos projectos estratégicos incorporados na Agenda 2063.
Diversos são os conceitos que se manejam para identificar a economia azul, a qual reconhece a importância dos mares e oceanos como reserva natural para a inovação e o crescimento, através do desenvolvimento sustentável e rentável.
Ao intervir no acto, o Presidente Filipe Nyusi, disse que o evento é de extrema importância para Moçambique, dado o seu potencial marítimo, banhado pelo oceano Índico e de possuir lagos e rios, que muito dos seus recursos servem de renda para muitos concidadãos.
Filipe Nyusi reafirmou o compromisso de Moçambique de “alinharmos aos esforços globais para inverter o actual cenário de devastação destes recursos e salvar os nossos oceanos, as nossas lagoas e rios, assegurando assim, a utilização sustentável da natureza, património universal, do qual a sua sobrevivência depende da acção de todos nós”.