O ritmo de crescimento da economia chinesa manteve-se estável, nos primeiros três meses do ano, apesar das disputas comerciais com os Estados Unidos da América, num sinal de que os estímulos adoptados por Pequim estão a surtir efeito.
A segunda maior economia do mundo cresceu 6,4 por cento, em termos homólogos, informou, recentemente, o Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) chinês.
Trata-se do mesmo ritmo de crescimento alcançado nos últimos três meses do ano passado, e o mais lento crescimento trimestral desde 2009, mas ainda assim entre os mais rápidos do mundo.
“Isto confirma que o crescimento económico da China atingiu o seu nível mais baixo e que deverá permanecer a este ritmo”, afirmou num relatório Tai Hui, da gestora de activos JP Morgan Asset Management.

Gastos públicos

A liderança chinesa aprovou várias medidas, incluindo um aumento dos gastos públicos e do crédito e uma redução dos impostos, visando estimular a economia.
Tai Hui considera que aquelas medidas “estão a começar a produzir resultados”.
O GNE detalhou que as vendas a retalho, a actividade fabril e o investimento aceleraram, em Março, face ao mês anterior.
O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, fixou a meta anual de crescimento económico entre 6 por cento e 6,5 ligeiramente abaixo do ritmo alcançado no ano passado, de 6,6.
Li alertou para as “dificuldades crescentes” na economia global e disse que o Partido Comunista pretende aumentar o défice público, este ano, para sustentar o crescimento.

Factores positivos

Analistas estimam que o crescimento chinês atingiu o seu nível mais baixo e começará a recuperar ainda este ano. Os analistas previam uma recuperação já no ano passado, mas, entretanto, uma guerra comercial espoletou entre Pequim e Washington, devido às ambições chinesas para o setor tecnológico.
Os Governos das duas maiores economias do mundo impuseram taxas alfandegárias sobre centenas de milhares de milhões de dólares das exportações de cada um.
Os Governos das duas maiores economias do mundo impuseram taxas alfandegárias sobre centenas de milhares de milhões de dólares das exportações de cada um.
Em causa está a política de Pequim para o sector tecnológico, nomeadamente o plano “Made in China 2025”, que visa transformar as firmas estatais do país em importantes atores globais em sectores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros eléctricos.