A economia da Zona do Euro parece estar a caminho de estabilizar-se no segundo semestre deste ano, mesmo que um retorno ao crescimento sólido ainda esteja longe, sugeriu na quarta-feira última a pesquisa índice de gerentes de compras (PMI).

O PMI final composto do Markit, uma pesquisa mensal junto a milhares de empresas, atingiu o nível mais alto desde Março de 2012 no mês passado, ao subir para 48,7 ante 47,7 em Maio, embora tenha sido ligeiramente
revisado para baixo ante a leitura preliminar de 48,9.

O índice aproximou-se ainda mais da marca de 50 que separa o crescimento de contracção pelo terceiro mês consecutivo, embora ainda indique que a recessão da Zona do Euro se estendeu pelo segundo trimestre.

O Markit, responsável pela pesquisa, informou que os dados são consistentes com uma retracção da economia de 0,2 por cento no período de Abril a Junho, assim como no primeiro trimestre do ano.

Embora ainda sugiram uma economia fraca, os dados não devem influenciar autoridades do Banco Central Europeu (BCE) a mudarem a sua postura de política monetária na reunião mensal que acaba na quinta-feira.

“Mais encorajadora é a notícia de que a economia espanhola está agora contraindo no ritmo mais lento em dois anos, enquanto a Itália, embora ainda afectada por uma economia de serviços fraca, vê a actividade empresarial cair no ritmo mais lento desde Setembro de 2011”, disse o economista-chefe do Markit, Chris Williamson.

“A preocupação é que, com a Alemanha, quase não crescendo, continua difícil identificar qualquer motor real de crescimento”.

O PMI de serviços, que cobre empresas que vão de bancos a restaurantes, também subiu em Junho e sugeriu que as empresas se estão a tornar um pouco mais optimistas sobre o cenário.