A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê um crescimento da economia mundial em 3,7 por cento em 2018, contra de 3,5 em 2017, mas ressalva ser insuficiente para prolongar o efeito a 2019, quando deverá desacelerar, enquanto o Fundo Monetário Internacional manteve as previsões do crescimento da economia mundial em 3,5 por cento em 2017 e 3,6 em 2018, com uma redução da projecção de crescimento dos EUA a atenuar melhorias em outras economias, como a da zona euro.
A OCDE reconheceu os sinais positivos, como a recuperação do investimento das empresas, mas dizia, no entanto, não serem suficientemente firmes para o efeito positivo se prolongar durante o ano de 2019, quando a economia deverá desacelerar 3,6 por cento.
Já o FMI afirmou que não há dúvidas de que a economia mundial esteja a recuperar, continuando a prever que o conjunto das economias mundiais cresça rapidamente.
Ainda assim, a instituição sediada em Washington apontava que “as projecções inalteradas para o crescimento mundial mascaram diferentes contribuições dos países” para a previsão global, sobretudo em duas das maiores economias: Estados Unidos e China.
A OCDE advoga a necessidade de os governos colocar em marcha mudanças políticas mais profundas para canalizar investimento, produtividade e os aumentos salariais para conseguir alcançar um crescimento mais inclusivo.
Apesar do crescimento económico, ainda não foram alcançados os níveis de rendimento por pessoa (per capita) registados antes do início da crise, em 2008.
A OCDE, com sede em Paris, prevê, no entanto, sinais positivos que poderão começar a surtir efeito na actividade mundial no decurso deste ano.