Falar de carros voadores parece coisa de ficção científica. Até há relativamente pouco tempo os únicos casos de sucesso não saíam do grande ecrã, desde o mítico DeLorean da saga “Regresso ao Futuro” ao Ford Anglia de “Harry Potter”. Mas sem um “Doc Brown” e sem dotes mágicos, como é que se mantém um carro no ar?
A resposta a esta pergunta depende da pessoa ou empresa a quem a fazemos: a Uber aposta em parcerias com a NASA e com a Administração Federal de Aviação (norte-americana) para regulamentar o serviço antes de o poder testar; os chineses da Ehang concentram os esforços na sustentabilidade e a Airbus acredita que a solução está na construção em módulos. Mas os japoneses da Cartivator estão focados numa meta: 2020, a coincidir com os Jogos Olímpicos de Tóquio.
A startup está empenhada em colocar um modelo do seu SkyDrive no ar a tempo de acender a tocha olímpica e, para isso, já conta com o apoio da Toyota: a gigante automóvel investiu 40 milhões de ienes (cerca de 340 mil euros) no projeto.
A Cartivator foi lançada em 2012 e apesar de não receber qualquer apoio estatal, o suporte financeiro não preocupa a startup, já que a esmagadora maioria das suas receitas é proveniente de crowdfunding.
O SkyDrive utiliza a mesma tecnologia de um drone e será capaz de voar a 10 metros de altitude e de atingir os 100 quilómetros por hora. A ser fabricado, será o carro voador mais pequeno do mundo (mais pequeno do que um Smart): com apenas 2,50 metros de comprimento, 1,30 metros de largura e 1,10 metros de altura e só poderá transportar um passageiro.
Um modelo de escala já foi testado com sucesso e seguem-se os testes com um protótipo de tamanho real, agendados para o verão de 2018. De acordo com o calendário da Cartivator o primeiro voo será feito nos Jogos Olímpicos e o primeiro modelo comercial será lançado em 2025.