Os empresários defendem uma redução da taxa de juro na banca comercial para abaixo de 10 por cento.
O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Agostinho Vuma, considera impossível viabilizar negócios com a taxa de juro a rondar actualmente os 20 por cento.
Para Agostinho Vuma, esse cenário amputa o desenvolvimento empresarial, e, consequentemente, o ambiente de negócios, pelo que a taxa de juro deveria baixar ainda mais para níveis considerados aceitáveis, isto é, para um dígito.
“O sector privado quer que as finanças públicas se apresentem mais estáveis para animar a nossa economia e colocar a massa financeira disponível para o sector empresarial”, disse Vuma.
Por outro lado, o presidente da CTA destacou a recuperação dos indicadores económicos do país, mas sem se esquecer de alguns pontos negativos que mancham a performance.
“Com uma instabilidade macroeconómica não podemos ser competitivos, colocar os nossos produtos a venda nem produzir”, acrescentou.
Estas ilações foram feitas aquando de briefing económico sobre o desempenho do sector financeiro e perspectivas macroeconómicas do país.

Sector privado satisfeito
O sector privado está entusiasmado com as recentes decisões do Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique, que baixou a taxa de juro de referência para 15 por cento. Para o presidente da política financeira da CTA, o cenário macroeconómico do país é saudável.
O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique anunciou na semana passada, a redução das taxas de juros, com destaque para a de referência que baixou em 75 pontos base para 15%, e de facilidade permanente de cedência, de 19 para 18%. A decisão agrada o sector privado.
Para Luís Magaço, Presidente do pelouro da política financeira da CTA, as mexidas do Banco Central vão galvanizar o ambiente de negócios no país. Contudo, no seu entender, o esforço do Banco de Moçambique poderia ter sido ainda melhor.