O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, deu um passo atrás num novo aumento de taxas nas importações da China devido ao avanço das negociações.
“Esperamos ter isto finalizado. Ainda não está, mas estamos muito, muito perto de assinar um acordo”. Foi assim que Donald Trump anunciou aquele que pode ser o acto final de uma história que já dura há mais de três anos, quando os Estados Unidos se viraram contra as políticas comerciais da China, assim que Trump chegou ao poder.
Entre taxas e tarifas, se instalou uma guerra comercial entre os dois países, guerra essa que pode estar agora a chegar ao fim. “Teremos uma cimeira para assinar o acordo brevemente”, disse o presidente norte-americano aos governadores estatais americanos. A BBC diz mesmo que o encontro deverá ser realizado já neste mês de Março no Mar-a-Lago, o resort de Donald Trump, na Florida.
As declarações de Trump sobre um final feliz e rápido quanto a esta “guerra” chegam depois de alguns dias de aumento tensão, em que o presidente dos EUA disse que se preparava para apresentar um novo aumento de taxas sob as importações vindas da China.
Com o avançar das negociações, o líder norte-americano viu potencial para poder adiar o aumento até, no máximo, dia 1 de Março.

ACORDO
Os presidentes norte-americano e chinês, Donald Trump e Xi Jinping, respectivamente, tinham chegado a acordo para uma trégua de 90 dias, que termina em 1 de Março, visando encontrar uma solução para as disputas comerciais.
Trump exige que a China ponha fim a subsídios estatais para certas indústrias estratégicas, à medida que a liderança chinesa tenta transformar as firmas do país em importantes actores em actividades de alto valor agregado, como inteligência artificial ou robótica, ameaçando o domínio norte-americano naquelas áreas.
Washington quer também mais acesso ao mercado, melhor protecção da propriedade intelectual e o fim da ciberespionagem sobre segredos comerciais de firmas norte-americanas.