China e Estados unidos agravaram esta semana a respectiva “guerra comercial”, impondo mutuamente novas tarifas de 25 por cento em importações avaliadas respectivamente em quase 16 mil milhões de dólares.
Desde o início de Julho, as duas maiores economias do planeta já impuseram uma à outra impostos alfandegários a um conjunto de produtos avaliado em cerca de 100 milhões de dólares (mais de 85 mil milhões de euros).
A nova lista de produtos taxados levou a China a apresentar uma queixa na Organização Mundial de Comércio (OMC), mas mesmo assim os Estados Unidos ponderam agravar ainda mais as tarifas, o que está a preocupar alguns empresários.
É o caso de Walter Weller. O vice-presidente da China Manufacturers Alliance é um confesso, e natural, admirador “da indústria chinesa dos pneus e do papel assumido por esta no mercado americano”.
“Representa 40 por cento dos pneus vendidos nos Estados Unidos. É um grande número e não há outro mercado no mundo que possa satisfazer esta
procura”, garantiu Weller.
Para o vice-presidente executivo da Associação Americana da indústria do vestuário e calçado as maiores preocupações passam pela inflação provocada pela eventual dupla tributação.
“Alguns dos nossos membros estão agora a perceber que os fios e os tecidos que enviam para a China vão estar sujeitos a uma tarifa de 25 por cento e que depois os produtos finais que eles nos reenviam da China levam mais 25 por cento. São taxados duas vezes e isso não é bom”, sublinha Stephen Lamar.
O agravar da “guerra comercial” entre Pequim e Washington acontece numa altura que as duas potências tentam negociar na capital americana
umas tréguas no conflito.