O Governo chinês anunciou esta semana que continuará a impulsionar acordos de integração económica alternativos ao Acordo de Associação Transpacífico (TPP), do qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira a saída.
“A China continua comprometida em promover a integração económica na Ásia-Pacífico e vai impulsionar as negociações para a Associação Económica Regional Integral (RCEP) e o Acordo de Livre Comércio para a Ásia Pacífico (FTAAP)”, disse a porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying.
O TPP, que Trump recusou, foi sempre visto em Pequim como uma estratégia de Washington para contrariar a ascensão económica e comercial da China, que foi excluída daquele acordo.
“A China tem defendido acordos para um comércio aberto, transparente e de benefício mútuo e acreditamos que as regras do comércio devem ser acordadas através de consultas em pé de igualdade”, disse Hua.
“Estamos preparados para trabalhar com todas as partes, tendo como base a consideração pelas diferenças económicas e a diversidade desta região”, acrescentou.
A porta-voz recordou que o Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu estas posições tanto na cimeira dos líderes da APEC (Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico), como no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.
“A China desempenhou um papel claro e tangível e estamos preparados para trabalhar com todas as partes para mostrar responsabilidade, superar as dificuldades e contribuir dentro do possível para solucionar os desafios que o mundo enfrenta”, disse Hua.
O Presidente Donald Trump retirou, nesta segunda-feira, os Estados Unidos do Acordo Transpacífico de Cooperação Económica (TPP), o qual classificou de “assassino de empregos” na sua campanha eleitoral.
A cerimónia de assinatura de decretos, incluindo o que determina a saída do TPP, foi a primeira actividade de Trump no Salão Oval esta semana.
“Isso é simbólico”, disse à imprensa o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, acrescentando que “se abre uma nova era que favorecerá os trabalhadores americanos antes do que qualquer outra coisa”.
O TPP foi promovido e assinado pelo seu antecessor, o democrata Barack Obama, na Casa Branca, com o objectivo de formar a maior área de livre-comércio do mundo.
Representando quase 40 por cento da economia mundial, os países signatários são Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Estados Unidos, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura e Vietname.