Os Estados Unidos da América, Canadá e México chegaram a acordo na passada segunda-feira para a revisão do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), de acordo com um comunicado conjunto entre Washington e Ottawa.
O Acordo EUA-México-Canadá (AEUMC), nome do novo tratado, “fornecerá aos trabalhadores, agricultores, pescadores e empresas um acordo comercial de alta qualidade que resultará num mercado mais livre, um comércio mais justo e num forte crescimento económico na nossa região”, refere o comunicado conjunto, divulgado no domingo à noite.
“É um bom dia para Canadá”, disse o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, à saída de uma reunião de emergência do seu gabinete em Ottawa. O acordo - que deve ser assinado em Novembro - foi alcançado com cedências de ambas as partes.
Por um lado, o Canadá autorizou o acesso dos produtores americanos de lacticínios ao seu mercado interno, enquanto do lado americano permite-se o crescimento das exportações automóveis canadianas para o seu território.

Suspensão da isenção
Por resolver no Acordo Estados Unidos-México-Canadá resta a suspensão da isenção de tarifas aduaneiras sobre aço e alumínio.
No final de Agosto, o Presidente do EUA, Donald Trump anunciou, a partir da Sala Oval da Casa Branca, a conclusão de “um bom acordo” comercial com o México, no quadro da revisão do NAFTA.
O Executivo canadiano assumiu que preferia juntar-se à mesa de discussões após a resolução dos diferendos que separavam os Estados Unidos e o México.
O Canadá foi o maior mercado de exportações dos Estados Unidos em 2017, com 293 mil milhões de dólares. Por seu lado, o país fez chegar a solo norte-americano 286 mil milhões de dólares de mercadorias. As trocas comerciais entre os vizinhos são cruciais para os dois países.