A França, Espanha, Alemanha, Itália e a alta representante da União Europeia (UE) para Assuntos Externos, Federica Mogherini, apresentaram, em Paris, um plano urgente para gerir o fluxo migratório com os principais países africanos de origem de trânsito.
O plano envolve a Líbia, Níger e o Chade e defende a preservação da segurança e estabilidade dessas Nações africanas para que haja uma redução dos que se aventuram na travessia do Mediterrâneo e num regresso organizado dos que não podem ter o estatuto de asilo. Nas conversações que decorrem, em Paris, tendo como anfitrião Macron, participaram os Presidentes do Chade e do Níger, Idriss Deby Itno e Mahamadou Issoufou, e o chefe do Governo de unidade nacional da Líbia, Fayez al-Sarraj.
Estiveram também presentes a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, e os primeiros-ministros italiano e espanhol, Paolo Gentiloni e Mariano Rajoy, respectivamente.
Os participantes concordaram que há que melhorar a cooperação na luta contra as redes de traficantes de pessoas, a vigilância aos meios financeiros que usam, o controlo das suas fronteiras e os programas jurídicos e penais que contribuam para esse combate.
Mogherini reconheceu que o principal problema é a pobreza, mas mostrou-se contra o lançamento de “um novo plano Marshall” porque a UE e os países membros já investem anualmente 20 mil milhões de euros no continente africano.
A nível prático, a aposta inicia no Níger e no Chade o processo de identificação dos que têm direito a asilo, sob supervisão do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) em zonas consideradas seguras.
Os participantes nesta reunião reconheceram que nenhuma solução é sustentável sem uma estabilização na Líbia que ponha fim à crise política nesse país.