As despesas com saúde ajudaram as famílias portuguesas a reduzir o seu IRS de 2012 em 7,72 mil kwanzas. Um ano antes, este mesmo tipo de gasto tinha aliviado o imposto em 22,9 mil kwanzas. Esta razia nas deduções fiscais foi igualmente sentida por quem tem casa arrendada ou empréstimo: o valor aceite pelo fisco baixou de 77,2 para 30,6 mil milhões de kwanzas.

Estes dados, que integram o conjunto de estatísticas do imposto sobre o rendimento dado pela autoridade tributária, revelam o impacto das alterações às deduções introduzidas em 2012, especialmente o facto de a partir daquela data apenas concorrerem para reduzir o IRS 10 por cento dos gastos em saúde (até aí eram aceites 30 por cento) e de o fisco ter passado a aceitar apenas uma percentagem dos juros dos empréstimos, deixando de ter em conta a amortização.

Com as alterações, as famílias que em 2011 tinham abatido ao seu IRS 158,8 mil milhões de kwanzas em saúde e habitação, viram este montante cair 57,9 mil milhões de kwanzas. Apesar de, no caso da saúde, se ter registado um acréscimo de contribuintes a reportar este tipo de despesa.

Em relação às despesas de Educação o montante global da dedução se manteve estável, tal como o universo de contribuintes que a usou para baixar o seu imposto. Neste caso não se registaram mudanças, já que o fisco continua a aceitar 30 por cento dos gastos até ao limite de 101,4 mil kwanzas.