A representante no Congo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Suze Percy Filippini, defendeu quarta-feira, em Brazzaville, a introdução nos jovens de noções básicas de produção agrícola nas escolas como forma de estas contribuírem nos esforços nacionais para suscitar vocações nos ofícios agrícolas.
Nos programas de desenvolvimento agrícola, o sector da educação poderá desempenhar um papel importante, desde o nível primário, precisou Suze Percy Filippini, durante um ateliê de lançamento do projecto regional “Turmas Verdes para uma Produção Inovadora, Lúdica, Educativa e Nutritiva”, no qual participam delegados dos Camarões, do Gabão e do Congo.
A representante da FAO indicou que “este projecto permitirá às crianças aproximar-se da natureza, compreender a biodiversidade, ter uma representação concreta do mundo e compreender o ciclo da vida”.
Por seu turno, o ministro congolês do Ensino Primário, Secundário e Alfabetização, Anatole Collinet Makosso, sublinhou que se trata de um projecto de educação agrícola que consiste em produzir diversos alimentos nutritivos e formar os alunos, o pessoal das escolas e as famílias a fazer o laço entre a cultura dos frutos e dos legumes.
“Através deste programa, as nossas escolas vão conhecer os bens e a importância da agricultura na protecção do ambiente, a luta contra a fome com vista a ir para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável 4 e 5”, indicou.

Chineses constroem barragens
hidroeléctricas no Congo
A empresa chinesa Global Energy Interconnection Development Corporation Organization (Geipco) manifestou a sua intenção de ajudar o Congo a construir barragens hidroeléctricas para exportar electricidade, anunciou o presidente deste Grupo, Liu Zhenya, à saída de uma audiência com o chefe de Estado congolês, Denis Sassou Nguesso.
Apresentamos o relatório do nosso trabalho ao Presidente da República. Apresentamos a interconexão energética em África e no Congo”, explicou o empresário chinês.
O potencial hidroeléctrico do Congo foi avaliado a cerca de 25 mil Megawatts, disse Liu Zhenya, que acrescentou que a valorização dos recursos energéticos vai permitir aumentar a produção nacional e favorecer o desenvolvimento das minas de ferro, bem como de potássio.
“Com o desenvolvimento da indústria, poder-se-á ter 95 biliões de dólares americanos anuais em finais do ano 2050. Isto vai permitir aumentar as receitas fiscais e criar mais de sete mil empregos anuais”, sustentou o empresário chinês.
O Grupo asiático pretende construir centrais hidroelétricas na bacia de Kouilou, no sul do país e na zona do rio Congo.