Janet Yellen liderou na passada quarta-feira, pela última vez, a reunião do Federal Open Market Committee (FOMC) da Reserva Federal norte-americana e não trouxe surpresas à despedida.
Tal como esperado pelos analistas, o banco central manteve “os federal funds rates” inalterados e o discurso sobre a confiança no rumo da
economia norte-americana.
“A informação recebida desde que o FOMC reuniu em Dezembro indica que o mercado de trabalho continua a fortalecer-se e que a actividade económica cresceu a um ritmo sólido”, refere o comunicado da Fed, que se seguiu à reunião.
Os “federal funds rates” continuam num intervalo entre 1,25 e 1,5 por cento, valor para que tinham subido na última reunião, em Dezembro, materializando
três aumentos em 2017.
Para este ano, a expectativa dos analistas é que a Fed repita o número, com três novas subidas.
“O Comité espera que, com ajustamentos graduais aos instrumentos de política monetária, a actividade económica expanda a um ritmo moderado e as condições do mercado de trabalho se mantenha
robusta”, acrescentou a Fed.
O comunicado da Fed frisa que os riscos a curto-prazo para o “outlook económico parecem equilibrados, mas o Comité está a monitorizar o
desenvolvimento da inflação”.
A inflação subjacente continua a ser a principal dor de cabeça da Fed, falhando a meta do banco central de dois por cento, tendo ficado em 1,5 em Dezembro. A grande ausência no discurso foi o potencial impacto da reforma fiscal, que entrou em vigor no início do mês nos EUA.

O legado de Janet Yellen
A presidente Janet Yellen não só abandona o cargo, depois de apenas um mandato de quatro anos, como deixa o banco central. Será substituída por Jerome Powell, que é advogado e visto como maior defensor de subidas nos juros de referência.
Em quatro anos, Yellen conseguiu a maior diminuição do desemprego que qualquer outro presidente da Fed (de 7,4 por cento em 2013 para 4,4 em 2017), num contexto de retoma da economia (o PIB cresceu 1,9
por cento em 2013 e 2,3 em 2017).
Nos mercados financeiros, os anos do mandato Yellen foram tempos de valorizações para Wall Street, com o Dow Jones a valorizar 25 por cento no ano passado, o S&P 500 a 20 e o Nasdaq 30. O percurso não foi fácil, mas os juros das Treasuries não voltaram a disparar (apesar de ainda terem assustado em Maio de 2015 quando os federal funds rates deixaram de
estar em mínimos históricos).
Nem tudo foi positivo e a dificuldade em que os salários e a inflação subam são as principais falhas a apontar, tal como a própria admitiu na última reunião de política monetária, quando questionada sobre o que ficava por fazer. Apesar disso, a avaliação feita pelos economistas consultados pelo Wall Street Journal é quase perfeita, com 60 por cento a darem-lhe a nota máxima (A). 30 B, 8 C e apenas 2 D.

Receitas dos casinos de Macau sobem 36,4 por cento

A capital mundial do jogo, Macau, é o único local na China, onde o jogo em casino é legal.
Operam no território seis concessionárias, nomeadamente a Sociedade de Jogos de Macau, fundada por Stanley Ho, Galaxy, Venetian, Melco Resorts, Wynn e MGM.
Os casinos de Macau fecharam Janeiro com receitas de 2.623 milhões de euros (26,26 mil milhões de patacas), mais 36,4 por cento comparativamente a igual período de 2017, indicam dados oficiais divulgados.
De acordo com a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), em Janeiro de 2017 as receitas dos casinos tinham sido de 19,25 mil milhões de patacas.
Nos 12 meses de 2017, a receita do jogo em Macau cresceu 19,1 por cento, para 265,7 mil milhões de patacas (27,5 mil milhões de euros), invertendo uma tendência de queda registada nos três anos anteriores.
Janeiro passado marcou o 18.º mês consecutivo de subida das receitas da indústria do jogo, principal pilar da economia da Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China.
A indústria de jogos começou a recuperar em Agosto de 2016, altura em que terminou um ciclo de 26 meses consecutivos de quedas anuais homólogas das receitas.
As receitas dos casinos de Macau vinham a cair há três anos consecutivos: -3,3 por cento, em 2016, -34,3 em 2015 e -2,6 em 2014.

Turistas em Macau
As unidades hoteleiras de Macau receberam mais de 13.155 milhões de hóspedes em 2017 (9,6 por cento) em relação a 2016, indicam dados oficiais divulgados. Em 2017, a taxa de ocupação média atingiu 86,9 por cento, ou mais 3,6 pontos percentuais em termos anuais homólogos.

Desemprego
em queda na Europa

O desemprego na Europa continua em queda, segundo dados revelados na passada quarta-feira pelo Eurostat,
relativos ao mês de Dezembro.
Na Zona Euro a taxa foi de 8,7 por cento, menos 1 do que a taxa registada
no mesmo período de 2016.
Na União Europeia, o desemprego caiu de 8,2 por cento de Dezembro de 2016
para 7,3 em Dezembro de 2017.
No topo da tabela está a Grécia, com uma taxa de desemprego de 20,7 por cento. Segue-se a Espanha e o Chipre.
A taxa de desemprego mais baixa pertence à República Checa, com 2,3 por cento. Seguida da
Alemanha e Malta com 3,6.
Em Portugal, a taxa de desemprego de Dezembro atingiu 7,8 por cento. Foi a terceira maior quebra no indicador depois da Grécia e da Croácia.
Com este valor, o desemprego em Portugal está 0,9 por cento abaixo da
média da Zona Euro, que atinge o melhor resultado dos
últimos nove anos.

Alemanha bateu o recorde
A maior economia da Europa registou a maior taxa de criação de emprego desde 2007. De acordo com os números publicados pelo Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha, Destatis, o emprego cresceu
1,5 por cento em 2017.
Impulsionada por uma forte recuperação na actividade comercial, a maior economia da Europa registou a maior taxa de criação
de emprego desde 2007.
De acordo com os números publicados, o emprego
aumentou 1,5 por cento.
No total, foram criados cerca de 638 mil empregos no ano passado; ou seja, 44,3 milhões de pessoas com emprego em território alemão em 2017. Em 2007 registava apenas 40,4
milhões de empregados.