O conselho executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou a concessão de um empréstimo de emergência no valor de 118,2 milhões de dólares para apoiar Moçambique após a destruição causada pelo ciclone IDAI.
A assistência financeira visa suprir os elevados défices orçamentais e de financiamento externo decorrentes das necessidades de reconstrução após o ciclone, que causou perdas significativas de vidas humanas e danos às infra-estruturas, avançou ontem a instituição em comunicado de imprensa.
O pedido de Moçambique visa fazer face à destruição provocada pela catástrofe.

Dívida pública

Recentemente, o FMI informou que Moçambique deverá registar a maior subida da dívida pública da África subsaariana este ano. Contudo, o crescimento económico deverá ser superior que em 2018.
O stock da dívida pública moçambicana deverá situar-se nos 124,5 por cento do produto interno bruto em 2019, contra 100,4 do registo do ano passado, tornando-a cada vez mais insustentável.
Trata-se da pior subida a nível dos 45 países da África subsaariana analisada pelo FMI, cujo relatório foi divulgado recentemente.
As previsões desta instituição financeira internacional indicam ainda, que a capacidade moçambicana de saldar as dívidas será ainda mais fraca, sendo que em 2020, a dívida moçambicana deverá situar-se em 119,9 por cento.
Apesar da subida acentuada da dívida, a economia moçambicana deverá acelerar em torno de 4 por cento este ano, contra 3,3 de 2018.
O FMI suspendeu a assistência financeira directa ao Orçamento do Estado em 2015, na sequência da descoberta das chamadas dívidas ocultas.